Para quem nunca viu de perto, é fácil achar que esguichar é invenção de filme pornô. Não é. O fenômeno existe, foi medido em laboratório, e é bem mais comum do que a conversa em torno dele sugere.
O que quase não existe é informação boa a respeito — e é isso que transforma um assunto simples numa fonte de ansiedade para muita gente.
Esguichar é real?
Sim. Pesquisadores levaram participantes a clínicas e observaram o fenômeno diretamente, inclusive com exame de imagem antes e depois.
Um estudo de 1984 encontrou que 54% das mulheres relataram uma expulsão de fluido durante o orgasmo pelo menos uma vez na vida, e 14% relataram que isso acontece na maioria das vezes.
Ou seja: não é raridade, e não é performance de câmera.
O que é, exatamente
Esguichar é o nome coloquial para a liberação de um fluido pela uretra em resposta à estimulação sexual. O líquido costuma ser claro como água, sem cor e praticamente sem cheiro, e o volume varia bastante — de algumas gotas a uma quantidade que surpreende quem nunca viu.
Não existe consenso fechado entre pesquisadores sobre a origem exata do fluido. O que se sabe é que ele compartilha componentes com a urina e também com o sêmen, o que sugere mais de uma fonte envolvida.
Pode coincidir com o orgasmo, mas não necessariamente. Muita gente esguicha sem orgasmo, e muita gente tem orgasmo sem esguichar — as duas coisas são independentes.
Esguicho e ejaculação feminina não são a mesma coisa
Os dois termos são usados como sinônimo no dia a dia, mas a literatura os separa:
- Esguicho — fluido claro e incolor, em volume maior, com propriedades parecidas com as da urina, provavelmente vindo da bexiga
- Ejaculação feminina — fluido branco e leitoso, em volume bem menor, contendo substâncias também encontradas no sêmen, produzido pelas glândulas de Skene
Os dois podem acontecer juntos, o que ajuda a explicar por que a confusão é tão comum.
É xixi?
A pergunta que mais trava as pessoas — e a razão pela qual muita gente se segura justamente no momento em que ia acontecer.
A resposta honesta: o fluido do esguicho contém componentes da urina, porque provavelmente passa pela bexiga. Mas não é urina comum. É bem mais diluído, e a análise mostra composição diferente.
Na prática, o que importa é isto: a sensação de “vou fazer xixi” é normal e não significa que você vai. Ela vem da pressão na uretra e na parede anterior da vagina, exatamente a região estimulada. Quem se segura nesse momento interrompe o processo — e é por isso que tanta gente acha que “não consegue”.
Esvaziar a bexiga antes resolve a preocupação e libera a cabeça.
Como acontece
Não existe técnica garantida, e vale dizer isso com todas as letras: esguichar não é meta, e não esguichar não é falha. Dito isso, o que costuma estar envolvido:
Estimulação da parede anterior. A região a alguns centímetros da entrada, no lado da barriga, é a mais associada ao fenômeno. O toque que funciona costuma ser firme, com movimento de “vem cá” usando os dedos, e não o vaivém.
Tempo, e bastante. É comum levar bem mais tempo que um orgasmo comum. Pressa é o que mais atrapalha.
Excitação alta antes de começar. Preliminares longas não são detalhe aqui — são pré-requisito.
Relaxar em vez de segurar. No momento da pressão, o movimento é o oposto do instinto: soltar, e não contrair.
Toalha na cama. Parece prosaico, mas tira da cabeça a preocupação com o lençol, que é justamente o que impede muita gente de relaxar.
Um vibrador de ponto G, com a curvatura voltada para cima, ajuda porque mantém pressão constante no lugar certo sem cansar a mão — que é o motivo mais comum de a tentativa parar no meio.
O que não fazer
- Transformar em cobrança. Perseguir o resultado é a forma mais eficiente de não chegar nele
- Comparar com pornografia. Volume e jato ali são produção, não referência
- Concluir que “seu corpo não funciona”. Muita gente esguicha uma vez e nunca mais, e isso não quer dizer nada
Na Amore Totale você encontra vibradores de ponto G, lubrificantes e o que mais precisar. Se ficar em dúvida sobre por onde começar, chame a gente.